Confea colabora para disseminação da Modelagem da Informação da Construção

Brasília, 21 de maio de 2018.

Atento às tendências de mercado de construção e, mais do que isso, à racionalidade na execução de obras e serviços de Engenharia, o Confea vem acompanhando de perto a disseminação da plataforma Modelagem da Informação da Construção. Conhecida como BIM (da sigla em inglês para Building Information Modelling), a ferramenta de gestão tecnológica tem sido difundida pelo Comitê Estratégico de Implementação do Building Information Modelling, o qual o Confea integra por meio do Grupo de Regulamentação e Normalização.

Conselheiro Alessandro Machado

No dia 15, o conselheiro federal Alessandro Machado participou de reunião no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), onde pôde conhecer o Planejamento Estratégico do BIM. Durante a agenda, foi sinalizado que o governo federal publicaria em breve decreto para instituição da estratégia nacional de disseminação do BIM, o que aconteceu no último dia 17 (confira aqui o Decreto nº 9.377/2018). Também foi adiantado que o Exército e o Ministério da Saúde passarão a adotar a modelagem.
 
Contribuições
Em janeiro, o Confea encaminhou ao MDIC formulário com apontamentos sobre os desafios para elaboração de uma estratégia nacional de disseminação do BIM. A partir das respostas das lideranças envolvidas no trabalho, o MDIC identificou pontos de convergência em temas relacionados aos fatores críticos de sucesso e análise de ambiente. Depois disso, as informações foram consolidadas no documento Planejamento Estratégico Nacional do BIM, apresentado na última reunião do dia 15.
 
Na visão do grupo do Confea, entre os grandes resultados esperados com a entrega da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, estão: controle para o planejamento, execução e manutenção de obras no Brasil; controle no planejamento e execução de obras; análise de custos e orçamentos; histórico permanente de fácil acesso; realidade virtual para análise de parametrizações; padronização de produtos e serviços.
 
No formulário, os conselheiros expuseram ainda desafios a serem superados, como a necessidade da redução de taxas para informatização no Brasil. Também foi sugerida a colaboração do Sistema, por meio da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua), no aperfeiçoamento contínuo de quem nunca teve acesso à tecnologia, bem como a aquisição de software e hardware. Ao MDIC, os conselheiros propuseram ainda que a adoção do BIM seja feita estrategicamente em conjunto com o Sistema de Informações Territoriais (Sinter), em vias de implantação, que será uma ferramenta de gestão pública que pretende integrar em um banco de dados espaciais, o fluxo dinâmico de dados jurídicos produzidos pelos serviços de registros públicos ao fluxo de dados fiscais, cadastrais e geoespaciais de imóveis urbanos e rurais produzidos pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.
 
As contribuições foram dadas pelos conselheiros federais Alessandro Machado, George Câmara, Ricardo Araújo, Marcio Henrique, Marcos Camoeiras, André Schuring, Edson Delgado e Inarê Poeta.


Conselheiros do Confea reuniram contribuições para disseminação do BIM

O modelo
O Building Information Modelling (BIM) é um modelo de gestão da informação utilizado principalmente na construção civil, que abrange geometria, relações espaciais, informações geográficas, as quantidades e as propriedades construtivas de componentes. O modelo é utilizado para demonstrar todo o ciclo de vida da construção, incluindo os processos construtivos e fases de instalação, e para fornecer informações sobre qualidade e quantidades de materiais, segurança, custos, prazos de construção, eficiência energética e periodicidade de manutenções preventivas. Esse modelo tem se consolidado mundialmente como um novo paradigma no desenvolvimento de projetos e na gestão e manutenção de obras.
 
Para o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do MDIC, Igor Calvet, o BIM contribuirá para a melhoria do ambiente de produtividade do país. “Aumentar a produtividade na construção civil significa capacitar melhor nossos profissionais e dar um ímpeto maior para o crescimento econômico, e o BIM, como plataforma tecnológica, vem ao encontro dessa estratégia maior. Além disso, o BIM tem uma importância singular de confiabilidade dos projetos, e sobretudo, para o público, no que diz respeito a transparência de projetos e redução dos custos de projetos das obras públicas”, conta Calvet.
 
Projeto de Lei
O assunto tramita na Câmara dos Deputados por meio do PL 6619/2016, que dá nova redação ao § 1º do art. 7º da Lei nº 8.666/93, para estabelecer a obrigatoriedade do Building Information Modelling, na confecção de projetos executivos de obras e serviços de Engenharia contratados pelos órgãos e entidades da administração pública. De autoria do deputado Julio Lopes (PP/RJ), o Projeto de Lei defende que nos países em que é adotado, o sistema BIM vem “assegurando extrema racionalidade na execução de obras e serviços de Engenharia por parte da administração pública. O mais recente exemplo vem da Itália, país que se tornou referência em construção civil depois da adesão ao modelo”. O PL está atualmente na Comissão de Finanças e Tributação, onde aguarda deliberação.

Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Ascom do MDIC